A família monoparental é uma simbologia da história da mulher desde o período colonial até os tempos atuais – sendo o patriarcalismo fator pujante desde então –, nos quais ela vem conquistando seu espaço nos diversos segmentos que envolvem a contextualização social. E mais que isso, a mulher torna-se veridicamente a representação familiar, assumindo responsabilidades e deveres que antes eram atribuídos unicamente ao homem.
A monoparentalidade é, então, uma realidade social, presente em inúmeras famílias brasileiras, independente de classe social, cultura e temporalidade. Porém, está fortemente atribuída às novas concepções da modernidade social, relacionadas aos processos de globalização e industrialização, a que pesem as estabilidades financeiras, conjugais e de valores.
Dessa maneira, o presente trabalho apresentava como sendo seu objetivo, dentre outros, fazer uma análise sobre os aspectos socioeconômicos e afetivos que referendam as famílias monoparentais femininas. Para isso, foi necessário entender o acúmulo de funções pela mulher líder de família, lidando simultaneamente com a chefia familiar e o cuidado com os filhos nesse mesmo ambiente.
Assim, a análise dos fatos põe-se como uma vertente de estudo para o profissional de Serviço Social na atuação com os grupos familiares. O Serviço Social encontra na instituição da Família um locus de enigmas que necessitam ser apreciados, a fim de se respaldar as próprias atuações profissionais, já que as políticas sociais são demandadas para proteger e inserir socialmente sujeitos pertencentes a uma estrutura familiar seja ela qual for, embora se note que tais políticas centram-se dessa forma, na constituição nuclear de família.
Autor: Flávio Brito
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